domingo, 16 de maio de 2010

Guto Lacaz

Carlos Augusto Martins Lacaz (Sao Paulo, 1948), artista multimidia, ilustrador, designer, desenhista e cenografo.
A producao de Guto Lacaz transita entre o design grafico, a criacao com objetos do cotidiano e a exploracao das possibilidades tecnologicas na arte, sempre tratados com humor e ironia.
Varios de seus trabalhos relacionam-se ao universo da midia e do consumo, como Oleo Maria a procura da Salada (1982), em que uma lata de oleo se desloca em uma bandeja equipada com radares.
Outra obra que achei bastante interessante se chama Radios Pescadores que consiste em radios de pilha com fios pendurados em suas antenas simulando uma vara de pescar.
Tambem acho bastante legal a brincadeira que o artista faz com alguns materias do dia a dia dando a eles nova significacao. Como exemplo, o abajur feito com um rolo de papel higienico e um coador de papel; e ainda o revolver que, ao ser disparado, aciona uma lampada conectada a ele.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cildo Meireles


Cildo Meireles é um artista conceitual com uma reputação internacional, que cria os objetos e as instalações que acoplam diretamente o visor em uma experiência sensorial completa, questionando, entre outros temas, o regime militar brasileiro (1964 - 1984) e a dependência do país na economia global. Cildo Meireles tem desempenhado um papel chave dentro da produção artística nacional e internacional. Situando-se na transição da arte brasileira entre a produção neoconcretista do início dos anos 60 e a de sua própria geração, já influenciada pelas propostas da arte conceitual, instalações e performances, as obras de Cildo Meireles dialogam não só com as questões poéticas e sociais específicas do Brasil, mas também com os problemas gerais da estética e do objeto artistíco.


Cildo participa com “Totem - Monumento aos presos políticos”, na qual evocava aos presos e desaparecidos políticos do regime militar. 
Nestes anos de censura, medo, e silêncio, que se seguiram à promulgação do AI-5, Cildo Meireles destacou-se por uma série de propostas política e socialmente críticas, como por exemplo, seu trabalho em carimbo em notas de um cruzeiro: “Quem matou Herzog?”, de 1975. Uma mensagem explícita, ainda que anônima, de sua visão da arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade. Motivo pelo qual costumava gravar em seus trabalhos deste período a frase: “a reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”, ressaltando a problemática do direito privado, do mercado e da elitização da arte.É também, neste mesmo período, que o artista elabora seu projeto “Inserções em circuitos ideológicos”, que consistia em gravar nas garrafas retornáveis de Coca-cola informações, opiniões críticas, a fim de devolvê-las à circulação.

Já no final da década de 1970, passa a explorar através de seus trabalhos, a capacidade sensorial do público (gustativa, térmica, oral, sonora) como chave da fruição estética, e em detrimento da predominância visual das artes plásticas. Emprega cada vez mais, mas sempre em função de uma idéia, materiais precários, efêmeros, de uso cotidiano e popular.

Vale dizer, que a intensa produção de Cildo Meireles, ainda em andamento, ampliou seu campo criativo ao inserir instalação, objeto e tecnologia. Além disso, ele reafirmou seu compromisso com o público e não com o mercado de arte. Seu trabalho simboliza o máximo grau atingido pela relação aberta entre linguagem e interação.

As obras do artista que se encontram no acervo de Inhotim são: Através; Camelô; Desvio para o vermellho; Glove trotter; Inmensa; Inserções em circuitos ideológicos: Projeto cédula; Inserções em circuitos ideológicos: Projeto Coca-Cola; Zero Cruzeiro; Zero Dollar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Objeto interativo com circuito

Uma das imagens mostra somente o circuito e algumas luzes funcionando antes do objeto estar montado. Os materiais usados foram leds de variadas cores, hit switch, acetato, papel EVA, cabo e fita isolante.
A idéia inicial do objeto é que fosse um cilindro com alguns furos para que as pessoas pudessem colocar o dedo envolvido com imã e assim ativasse o circuito.
Como é necessário que o imã chegue muito perto para que consiga fechar o cicuito então decidi criar pontos em que fosse possível encaixar os imãs e acender os leds.






segunda-feira, 19 de abril de 2010

Segundo objeto interativo






Devido a pouca interatividade do primeiro objeto resolvi fazer um segundo objeto que consiste em paralelepípedos envolvidos com fotos e imagens de vários lugares.
A idéia é que as várias disposições das caixinhas criasse diferentes montagens com as fotos que foram coladas nas suas faces.

O interessante é que um parelelepípedo pode completar a imagem de outro, ou uma face completa a imagem de outra.
O contrário também pode acontecer criando contrastes ou criando novas imagens a partir das superposições dos paralelepípedos.

Primeiro objeto interativo




Estas imagens são do primeiro objeto interativo que fiz inspirada no gorro que a Karina trouxe para a realização do trabalho. O gorro é sempre usado em viagens e por isso ela tem boas lembranças dele.


Como o seu formato me lembra uma torre resolvi fazer um objeto com esse formato.
A estrutura, feita de papelão, foi envolvida com recortes de revistas que mostravam paisagens de vários lugares pelo mundo e pelo brasil.
Foram feitos três modelos de cones que podem ser encaixados na extremidade superior e que complementam a forma da torre.















As faces internas das hastes da torre foi coberta com alguns tipos de texturas com a intenção de que não fossem vistas, somente sentidas.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Performance no Sketchup 2



Este vídeo é um outro trabalho que fizemos também para representar nossa perfomance. A estratégia utilizida foi diferente: representamos uma escada e em seus degraus colocamos fotos da performance.
O trabalho foi realizado juntamente com Marina Retes e Andréa Rotea.

Performance no Sketchup



Este vídeo é uma reformulação do primeiro trabalho apresentado. Fizemos algumas alterações para que houvesse uma sensação de imersão mais próxima da que é sentida ao assistir a performance.
Trabalhamos com texturas transparentes e que parecessem com o corrimão da escada.